sempre que te vi passando

fechada pra balanço sob o

semáforo avançando lá eu

dizia tens que ler um livro

da juliana às vezes até re

petitivo tu me vias vindo e

já aquele? da juliana? aos

poucos eu te via passar e

em ti via as frestas do sana

tório dos museus passos

impressos nos quadros

canteiros úmidos em que

nadavam os prédios pros

tados na maquete do ba

nheiro juliana tinha medo

de lagartos e por isso corta

va língua no meio e se alonga

reptiliana cheirando plantas

rasteiras que escapam para

fora de nossos esbarros sem

pre em horário de pico tu

muito ocupada nada disso

no tens que nos ler num

livro da juliana se passava