salto
[na vida real]
e é um marco
Zzzobre o que fala não entendo
só sei que tem a ver com crise
antez de chegar aqui entre tuas
mãos que perdemos eu tava ali
naquele banco na praça

despencando sobre a dureza do entardecer
torto ganhei um novo nó
na coluna
o motivo: teu nome
atravessando o horizonte
quer me levar pra conhecer a ponte
abriram para passeios
todos lá tirando fotos vejo teus pés na beiradinha o ruído de teu corpo
enfeitiça o mar de sangue
deixei incompleto o mapa interior
naquele dia estavas levemente triste
mas assim estive há quase 22 anos
vamos sair filmar algumas coisas
revelar nossas dúvidas no escuro desde quando não havia
câmera portas de saída e comoção
nado em águas afundo
as flechas fincadas no fruto
meu futuro era um anúncio
contrate-me não me mate
não tínhamos aqueles timbres plásticos
nas águas não éramos somente reflexos
dramaturgos demiúrgicos
salve a gente que

traz o retrato
sobre o rosto me reconheço
dizemos insistentemente
não me mate de fome
essa sou

eu

me reconheço