todo dia contigo
compito e perco
comigo esqueço
pré-nomes repito
algo importante
do qual não falo
riso porque medo
disforme recinto
no orgão ao lado
distancio
a psicologia diz
desrealizado no peito
um
simulacro de cérebro
quero
contar de amor e só consumo
quero transferir amor e só falho
de beber de comer de perder
dos lugares mais lindos
que meus pés já pisaram
nesse arriscado artefato-rosto
trovão e céu
limpo lhe lavaram
(travo nesse
horário qualquer
coisa estrago)
sucesso no talho
atiro risos que
correm pelo cano da
boca dum pierroto
retaliado vida em trapo
de vez em quando um
cisco na piada
gota a gota volto
riso porque aqui
fazendo rir não sinto
então ilusão sincera
abre na boca inferno
requenta o riso de
fera carne líquido