o paralelo entre os

pulsos alados
nunca conflagrou jardim e
se há uma placa
entre os trópicos
de nossos olhos
que diz não
não arranquem as flores!
finge que não me ouve
pula o muro frondoso
afrontoso
e ceifa como sempre ceifou
a garganta fatiada
de outras rosas
pontapés nas costelas
daquelas sempre-
-vivas — é sobre
viver sobre várias vidas:
há um turbilhão de flores
em meu pescoço que diz
arranque as placas por
que faz morada no proibido
estacionar um poeta
tentando incorporar
se ao trânsito