between water and air

alcança-me o cais esguio leve

encharcado de musgo à deriva

sem margens preso nas garras

de peixes-torques que grave

estranho sou eu alguém

envolto por algas e ondas

madeiras molhadas pretas

cheia de orgpontoORGas

orgânicas revolta organizada

sendo intensamente procurando

por matizes escorregadias escamosas

no meio de um algum oceano no meio de nomeio

de da boca nada sai

porém de mim ecoam gritos elétricos

blood lights jatos sentimentais e linhas

leves fluidos derivados de rubro e

carmim os quais o meu idioma não

me ajuda a transmitir

onde minha memória não chega

nos calabouços quando olhei

pra cima

ainda havia perfume e vestígios de agudas

melodias

espraiada

nas sombras encaçapadas

pelo canto dos risos rituais

cantos de sereia em óperas noturna

decantava

éramos tantos

raios escapam pelocorpotodoaos

poucos ecos entram

em sintonia com outros tons violáceos

violonísticos vibrantes por vir e ver

o ambiente e eu nos reconhecemos de céus aos espocos

por eixos cardinais atravessados

nenhum contorno que cortasse

a paisagem

escapam

horizontes intermináveis como num

ângulo de aproximar trópicos ariscos

a passagem

de dois astros

a paisagem

era a curva

escapam

ao longe

bem no início era estouro a minha compreensão

só que no final nunca lembro

.

o mundo sacode por todos os lados

em uníssono um eclipse um aviso

no centro da cena à deriva fora de

conjunto de energia não sei

alquimia magia bruxaria ou tecnologia

um eclipse um convite uma saída

como numa ação de

parto